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      Flávia Vieira

      1983, Braga, Portugal

      Corpo Vegetal #4, 2026

      Cerâmica e cabo de aço
      (300 x 60 x 3 cm)

      Corpo Vegetal #2, 2026

      Cerâmica e cabo de aço
      (300 x 30 x 3 cm)

      Corpo Vegetal #1, 2026

      Cerâmica e cabo de aço
      (300 x 40 x 3 cm)

      Escrita #2, 2025

      Lã tingida com cochonilha, pau-brasil e achiote e metal banhado a ouro
      (180 x 150 cm)

      Planta #2, 2025

      Cerâmica, latão e aço inoxidável
      (340 x 3 x 3 cm)

      Naturália, 2025

      Cerâmica e aço
      (117 x 325 x 3 cm)

      Corpo Vegetal, 2025

      Cerâmica e latão
      (170 x 81 x 4.5 cm)

      Fala, 2025

      Cerâmica e aço
      (128 x 33 x 11 cm)

      Love Letter, 2024

      Algodão tingido com pau campeche e metal banhado a ouro
      (285 x 168 cm)

      Body with tree limbs #2, 2024

      Cerâmica e aço
      (130 x 80 x 67 cm)

      Body with tree limbs #3, 2024

      Cerâmica e aço
      (147 x 45 x 40 cm)

      Erotica, 2023

      Cerâmica e aço
      (Dimensões variáveis)

      Créditos: Flávio Freire

      Brasilina, 2021

      Lã tingida com pau-brasil
      (800 x 220 cm)

      Biografia

      A prática de Flávia Vieira desenvolve-se a partir das relações entre ecologia e história colonial, explorando noções de identidade e representação coletiva, diáspora botânica e alteridade. As narrativas culturais, históricas e políticas inscritas nos materiais e nos processos do fazer constituem um ponto de partida recorrente na sua investigação. O seu trabalho parte das histórias de circulação de plantas, matérias e territórios durante a expansão colonial europeia, explorando a forma como essas dinâmicas continuam a moldar os modos contemporâneos de classificar, domesticar e gerir o vivo. Através de uma abordagem interdisciplinar, articula investigação artística com história natural e pensamento pós-colonial, explorando as relações entre natureza, poder e representação. A cor surge como eixo central no seu trabalho, analisada nas suas dimensões materiais e políticas, frequentemente através da produção de pigmentos a partir de matérias orgânicas e minerais e da experimentação com processos de transformação da matéria.
      O seu trabalho materializa-se sobretudo através da instalação, articulando elementos escultóricos em cerâmica e têxtil com dispositivos espaciais, imagem e som. A sua prática assenta numa metodologia processual que integra investigação, trabalho de campo e processos de produção manual.

      É graduada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Mestre em Comunicação e Artes pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Doutorada em Poéticas Visuais e Processos de Criação pelo Instituto de Artes da Unicamp em São Paulo, no Brasil.
      Exposições individuais: Pele de barro, curadoria de Miguel von Hafe Pérez, CAV – Centro de Artes Visuais, Coimbra (2025); O tienes amor o comes barro, Centro de Arte Caja de Burgos – CAB, Burgos (2025); Duo, exposição de Flávia Vieira & Salomé Lamas, texto de Luís Pinto Nunes, KubikGallery, Lisboa (2025); Pau-Campeche, curadoria de Sofia Lemos, Galeria da Boavista – Galerias Municipais de Lisboa, Lisboa (2025); El otro color, curadoria de Bruno Leitão, Museu Nacional do Prado, Madrid (2025); Milagro – Dentro da Coleção, curadoria de Marta Mestre, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães (2024), Brasilina, texto de Luiza Teixeira de Freitas, KUBIKGallery, Porto (2021); Blush, KUBIKULO, Porto (2020); Pandã, texto de Thierry Freitas, Auroras, São Paulo, 2019; Hopes and Fears, curadoria de Marta Mestre, KubikGallery, Porto (2018).
      Seleção de exposições coletivas: Corpo-Fantasma. Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), curadoria de Marta Espiridião, Centro de Artes Villa Portela, Leiria (2026); Who Where, curadoria de Sara Antónia Matos e Pedro Faro, Espaço Coleção Arte Contemporânea – Galerias Municipais de Lisboa, Lisboa (2025); Ação à Distância, curadoria de Bernardo de Souza e Luisa Duarte, Galeria KUBIK, Lisboa (2024); Meu Corpo: Território de Disputa, curadoria de Galciani Neves, Galeria Nara Roesler, São Paulo (2023); Obscura Luz, curadoria de Kiki Mazzucchelli, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2022); Forma do Desassossego, curadoria de Luisa Telles, Olhão, São Paulo (2022); Form der Unruhe, curadoria de Luisa Telles, MOM Art Space, Hamburgo (2022); Impluvium, curadoria de Óscar Faria, Galeria Àngeles Baños, Badajoz (2022); Tisanas – Infusões para Tempos Modernos, curadoria de Maria do Mar Fazenda, Fundação Eugénio de Almeida, Évora (2022); Focus: Portugal, curadoria de João Ribas, ArtToronto, Canadá (2019); Song for my hands, curadoria de Marta Mestre, Bienal de Curitiba, MON – Museu Óscar Niemeyer, Brasil (2017).
      Atualmente participa do programa In Residence – Ateliers Municipais da CM do Porto.
Participou nas residências artísticas Matadero Madrid X ArtWorks – Madrid (2023) e Fundação Armando Álvares Penteado – São Paulo (2016).
      Entre outras, o seu trabalho integra as coleções da Fundación Caja de Burgos (Espanha); do Instituto Inhotim (Brasil), a Coleção de Arte Contemporânea do Estado – CACE (Portugal), a Coleção Municipal de Arte da Câmara Municipal de Lisboa (Portugal), a Coleção Municipal de Arte da Câmara Municipal do Porto – PLÁKA (Portugal) e a Coleção Norlinda e José Lima (Portugal).

      Exposições