

O centro da prática de José Almeida Pereira é a pintura. Perpassando um lastro número de géneros, da paisagem à natureza morta, de cenas mitológicas a representações religiosas, Almeida Pereira compõe enviesamentos perceptivos de pinturas históricas. Reenquadra e introduz processos tecnológicos de filtragem, distorção, sobreposição e anamorfose, questionando a nitidez e a alta definição contemporâneas, e persistindo numa agitação inquietante da visão. É neste interstício que estabelece um amplo território de exploração da gramática táctil e gestual da pintura, onde pinceladas sintéticas e fluídas tendem para cores ácidas, luminosas e prismáticas, aplicando largas manchas que contrastam com marcas e gestos soltos, numa coreografia cristalizada que indicia outras constelações, apreendidas num segundo grau de proximidade aos quadros.
José Almeida Pereira (Guimarães, 1979), vive e trabalha no Porto. Frequentou os estudos independentes da Maumaus (2012), fez mestrado e licenciatura na Faculdade de Belas Artes do Porto (2005, 2008). Os seus trabalhos foram apresentados em exposições como: Radiação da Sombra ((A)artes, Porto, 2022); Ball de Tornada (Galeria Lehmann+Silva, 2021); Quando a Terra voltar a brilhar verde para ti (Museu da Cidade, Porto, 2021); Ensaio para uma comunidade – Retrato de uma coleção em construção (MAAT, Lisboa, 2021); Trabalho Capital (Centro de Arte Oliva, 2019); Anuário (Galeria Municipal do Porto, 2019); Do tirar polo natural (Museu Nacional de Arte Antiga, 2018); Variation portuguese (CAC, Meymac, France, 2018); Simulabor (Galeria Graça Brandão, 2017); Bufos (CCVF, Guimarães, 2017); Panorama (Q22 no Colégio das Artes, 2016); O fazer falso (Espaço AZ, Lisboa, 2015); Sub 40 (Galeria Municipal do Porto, 2014); Zeros e uns (Galeria Fernando Santos, 2011); Louro (2008, Galeria Fernando Santos). Tem obras representadas nas coleções da Fundação EDP, do Banque Privee Edmond de Rothschild, Norlinda e José Lima, Fundação PLMJ entre outras.
20 NOV 2025 - 7 FEV 2026
Pintor Convida Pintor
Nesta exposição coletiva serão apresentadas obras de artistas que integraram a programação da galeria e também artistas convidados, como Carolina Vieira, Jorge Queiroz, José Almeida Pereira, Juliana Campos, Louisa Pieper, Manuel Vieira, Paulo Lisboa, Pedro Liñares, Pedro Tudela, Pedro Vaz, Rita Paisana, Rui Sanchez, Sérgio Fernandes e Simão Carneiro.
23 - 26 OUT 2025
Drawing Room 2025
A Kubikgallery esteve na Drawing Room Lisboa Art Fair, onde apresentamos obras dos artistas Maria Durão, Pedro Tudela, José Almeida Pereira & Pedro Vaz de 23 a 26 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes, Stand 21.
11 JUL - 31 AGO 2025
Coletiva de Verão
A exposição ‘Coletiva de Verão’ na Kubikgallery Comporta reuniu obras dos artistas Alexandre Canonico, Arthur Lescher, Christian Rosa, Diogo Simões, Flávia Vieira, Gabriel Ribeiro, Gil Madeira, Felipe Cohen, José Almeida Pereira, Maria Durão, Manuella Silveira, Pedro Vaz, Pedro Liñares, Raphael Tepedino, Raul Mourão, Sérgio Fernandes, Vasco Futscher, Vik Muniz e Zoé Passos.
21 - 23 MAR 2025
SPARK 2025
A KUBIKGALLERY participou na SPARK Vienna Art Fair 2025, com obras do artista José Almeida Pereira. A feira ocorreu entre os dias 21 a 23 de Março de 2025.
13 JAN - 24 FEV 2024
Pletora
Exposição individual na KUBIKGALLERY
“Devolvendo ao mundo o seu poder sensorial, os seus brilhos e texturas, os seus abismos, mistérios e pequenos milagres, “Pletora” desterritorializa, evoca, seduz (que faz ali um chapéu oriental? em que gestos se desdobra? a que época e país pertence?) Não negando nem a angústia nem as propriedades liminares e ferinas do real (será uma mulher ou uma campone- sa, uma figura ancestral? será um simpático canis vulgaris ou o pêlo ruivo de uma raposa?), estas pinturas retomam um impulso primeiro do acto criativo, o que é tanto mais ousado e inteligente quanto mais o nosso tempo se armou de cinismos e segundos graus. O que aqui vemos é a abundância inquietante e celebratória da pintura, a multiplicidade dos seus gestos e rituais, o quotidiano enigma que lhe dá origem. A alegria, portanto. A insistência na alegria e no louvor daquilo que se ama — a companheira, o cão, um simples passeio de domingo —, na suspeita de que tudo isto só pode permanecer, ser salvo, se o olhar que contempla o transporta e retém noutro plano, noutra dimensão. Um pouco mais de luz, um excesso de luz e de seiva, parece pedir-nos esta pintura. Um pouco mais de tempo além do mero tempo humano, ou seja, quase a eternidade.”
Andreia C. Faria