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    Evas Paralelas, por Bárbara Fonte

    A abertura da exposição “Evas Paralelas”, de Bárbara Fonte, será em 01 de Março, às 17 horas no Kubikulo Project, simultaneamente com a abertura da exposição individual “Evas”, de Maria Durão, que irá inaugurar na KUBIKGALLERY.

    Eva, uma arma triunfante de argúcia e evasão, aciona os espíritos e os antepassados. Estende, sobre uma longa mesa, as suas peças e tapeçarias de mãos, pedaços colados, cortes e rasuras, penetrando no segredo das peles, da longevidade, da antiguidade, da história construída. Eva aceita a perda da face para interpretar um papel, reunir os corpos antigos e desempenhar a função de ícone. Descorporiza-se para encarnar a expressão de um símbolo.

    Oferece-se à mímica de um ritual fluído entre corpos-almas idealizadas para de si nascer a ruína, o estrago, a perda. Eva é a permutação reveladora a que a civilização se habituou: da morte se nasce. Ato de objetualização à disposição de todos… fácil, oferecido, imediato, autêntico, passivo e ativo, presente e ausente em simultâneo. Eva, ambivalente imagem que atravessa a máscara da morte, que perfura com o olhar os códigos comportamentais e sociais, que impõem a natureza artificial, que liberta da cortesia e que se despe em vénia à seminação sagrada.

    BÁRBARA FONTE (Braga, 3 de junho de 1981), Licenciada em Artes Plásticas – Pintura (2004) e pós-graduada em Teoria e Prática do Desenho (2005) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Foi docente de Desenho e de Artes Visuais no ensino secundário e no ensino superior. Participou com textos e ilustrações em publicações de revistas e de livros. Realizou residências artísticas em diversas áreas artísticas nos seguintes espaços: Performing the Archive, Porto, 2023; Centro de Arte José de Guimarães (Laboratórios de Verão 2023), Galeria Rajon (Lisboa/Setúbal), Córtex Frontal (Arraiolos), Encontros da Primavera (Picote) e Atelier experimental em Alvito. Expõe em parceria ou individualmente desde 2001. Destacam-se as seguintes exposições individuais: A casa arde e os esqueletos cortejam, Sismógrafo, Porto, 2023; Unha branca diabólica, Extéril, Porto, 2023; Coreografias do Riso, Casa Museu Abel Salazar, Porto, 2021; Pústula, Galeria A. Molder, Lisboa, 2021; Neste corpo não há poesia, CAAA, Guimarães, 2020; M (de manifesto), Galeria da Universidade do Minho (Museu Nogueira da Silva), Braga, 2018; Fluxo de Intervalos, Câmara Municipal de São João da Madeira (Paços do Concelho), 2016; Reversibilidade, Fundação Júlio Resende (Lugar do Desenho), 2015. Destacam-se também as seguintes exposições coletivas: Pós-laboratórios de Verão, CIAJG, Guimarães, 2023; La vie invisible – 12 arMstes, et São Trindade, Centre Photographique d’Île- de-France (CPIF), PontaultCombault, 2022; Sonhos e Raciocínios- 500 anos depois de Leonardo da Vinci, Pavilhão de exposições da FBAUP, Outubro de 2019 (Curadoria Paulo Almeida); Fazer do fantasma uma pessoa viva, Casa Museu Marta Ortigão Sampaio, Maio de 2019 (curadoria Raquel Guerra); Inside/Outside, Plataforma Revólver, Lisboa, 2015 com José Barrias.