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      Manoela Medeiros

      1991, Rio de Janeiro, Brasil

      Ubim trançado, 2022

      Cimento pigmentado
      (60 x 44 cm)

      Concerto a céu aberto #3, 2020

      Prata metálica sobre vidro e alumínio
      (193 x 202 cm)

      Concerto a céu aberto #4, 2020

      Prata metálica sobre vidro e alumínio
      (243 x 148 cm)

      Continente #1, 2020

      Fragmentos de paredes de ruínas abandonadas, gesso
      (30 x 40 cm)

      Ruína #2 & #3, 2020

      Técnica mista sobre tela
      (80 x 60 cm)

      Eclipse, 2020

      Concreto e escavação na parede
      (117 x 27 cm)

      Continente #3, 2020

      Fragmentos de paredes de ruínas abandonadas, gesso
      (40 x 30 cm)

      Continente #4, 2020

      Fragmentos de paredes de ruínas abandonadas, gesso
      (40 x 30 cm)

      Natureza Morta, 2017 - 2019

      Gesso e fragmentos de parede
      (30 x 21 cm)

      Declíve, 2017

      Concreto e escavação na parede
      Dimensões Variáveis

      Indício de Paisagem, 2015

      Escavação na parede e luz solar
      Dimensões Variáveis

      Paisagem Limiar, 2015

      Escavação, fragmentos de parede e gesso
      (400 x 300 cm)

      Ruína #2, 2015

      Escavação e pintura em tela
      30 x 20 cm

      Hiato, 2015

      Escavação na parede e gesso
      (58 x 4,5 x 6 cm / 98 x 4,5 x 6 cm / 160 x 4,5 x 6cm)

      Biografia

      Manoela Medeiros (1991, Rio de Janeiro, Brasil) vive entre o Rio de Janeiro e Paris e estudou na EAV Parque Lage (2009 – 2015) e na École des Beaux Arts (2012).
      Na sua prática artística, Medeiros articula uma abordagem à pintura que transcende as especificidades da matéria, recorrendo à escultura, à performance e ao trabalho de instalação. Seguindo uma estrutura híbrida para o pictórico, Medeiros questiona os meios artísticos indo para além dos seus formatos convencionais, produzindo pinturas e instalações in situ que exploram as relações entre o espaço, o tempo e a corporeidade da arte e do espetador. Através de um processo aparentemente arqueológico, Medeiros envolve-se com a noção de ruínas como indicação espacial da passagem do tempo, empreendendo um processo que revela o que muitas vezes é deixado subjacente. A artista raspa superfícies – como as paredes do espaço expositivo -, revelando as camadas de cores e materiais empregues, cobertas e, assim, esquecidas ao longo do tempo. Medeiros procura revigorar a nossa experiência temporal ao expor camadas – cada uma das quais carrega a memória do tempo em que foi criada – e ao permitir que elas coexistam e se entrelacem. Assim, a artista opera num espaço liminar entre a construção e a destruição, colocando em primeiro plano a forma como estas se podem complementar, em vez de se depreciarem mutuamente. Manoela participa ativamente em várias exposições e residências artísticas.
      Algumas das suas exposições individuais são: Archeol- ogies in the Present, com curadoria de Luis Pérez Oramas, Nara Roesler, (São Paulo, 2021); Concerto a céu aberto, Kubik, Portugal, 2020), L’être Dissout dans le Monde, Chloé Salgado (Paris, 2019), Poeira Varrida, Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo, 2017); Analogies Vivantes com curadoria de Alicia Knock, Saint-Sévrin (Paris 2019), Falling Walls, Double V Gallery (Marseille, 2017).
      Entre residências e prémios encontram-se: Ateliers de la Ville de Marseille (Marseille, 2021- 2023), Fonds de Sout- ien,Triangle Astérides & Fraeme, Friche Belle de Mai, (Marseille, 2020), Temiorae (South Korea, 2019), Cité Des Arts (Paris, 2018-2019), Pivô (São Paulo, 2018), Pipa Prize, MAM (Brazil, 2018), Winner Red Dot Award (Al- lemand, 2017), Winner Prix Jeune Création, Thaddaeus Ropac (Paris, 2017), Winner Red Dot Award (Allemand, 2017), FAAP residency (São Paulo, 2017), 62o Salon de Montrouge, Le Beffroi (Paris, 2017).
      Participou em exposições coletivas como: Recycler | Surcycler, Fondation Villa Datris (France, 2020), AAA’ Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo, 2020), Reservoir, 019, (Gent, 2020), AAA’, EXPO-CHICAGO (Chicago, 2020), Design Parede, Villa Noailles (Toulon, 2019), Espaces Témoins, Praz-Delavallade (Paris, 2018), Vivemos na melhor cidade da América do Sul, Fondation Iberê Camargo (Porto Alegre, 2018), 67o Prix Jeune Création, Thaddaeus Ropac (Paris, 2017), 62o Salon de Montrouge, Le Beffroi (Paris, 2017); Hallstatt, Fortes D’Aloia e Gabri- el (São Paulo, 2016); In Between, Bergamin & Gomide (São Paulo, 2016), 11o Abre Alas, A Gentil Carioca, (Rio de Janeiro, 2015).
      Manoela é também cofundadora do espaço Átomos (Rio de Janeiro, Brazil).

      Exposições