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    Na unha, no remedinho – Por Manuella Silveira | C.A.M.A

    Na unha, no remedinho | Manuella Silveira

    15 de Dezembro às 18 horas, na Kubik São Paulo | Espaço C.A.M.A.

     

    A Kubik inaugura no espaço C.A.M.A a primeira individual da artista paulistana Manuella Silveira (São Paulo, 1999), que com curadoria de Guilherme Teixeira (São Paulo, 1992), traz às ruas da Barra Funda, bairro da capital paulista, uma prática que, por meio de uma noção livre da forma, que dança da abstração construída camada após camada de tom, à figuração que se forma nas ranhuras e incisões que estiletes, pregos, facas, garfos e unhas circunscrevem sobre a tela. São diversas as imagens que tomam a superfície, desde elementos da arquitetura – como os pilares do Palácio da Alvorada, localizado em Brasília -, acenos à profusão tropical da fauna e flora brasileira, a corporificação de seres místicos antropomorfos que emergem da sobreposição dos tons, aos comentários sobre o próprio fazer pintura.

     

    Com uma prática que perpassa a história da arte por meio de um diálogo geracional e intencional que ocorre na sua composição, a fatura de Manuella Silveira opera como que assimilando um arcabouço gestual cuja função – como um palimpsesto -, é a de reordenar a ordem lógica das camadas, obrigando a cor e seu antes à se apresentarem, gesto esse que perpassa também o modo como cada quadro reverbera um o outro, na construção de uma geografia autorreferenciada que ainda busca a definição de sua cartografia.

     

    Paralelo a esse momento, a superfície de Manuella convida ainda à uma negação ativa de alguns movimentos formativos brasileiros como o próprio construtivismo por meio da dissolução da forma geométrica ao patamar de insinuação, operando os possíveis modos com os quais podemos rasgar superfície e história.

     

    Por Guilherme Teixeira

     

    Manuella Silveira, 1999, vive e trabalha em São Paulo, onde também estuda Artes Visuais no Instituto de Artes da Unesp. A partir de um método em processo e criado ao longo de sua prática, a artista investiga na pintura possibilidades da matéria oleosa e seus diálogos com o mundo, com a história e com a geração e o país a que pertence. Atualmente, utiliza ferramentas cortantes (como estiletes, pregos, facas e garfos) para pintar, – os arcos, o pilar do palácio da alvorada, a fauna e a flora e os seres que pertencem a esses ambientes internos e externos são parte do vocabulário que se desdobra de um trabalho para o outro.

     

    A artista também faz parte do Programa de Residência Pedagógica pela Capes, onde pesquisa e atua, a partir da prática de ateliê e do planejamento de sequências pedagógicas modos de atuar com a arte educação em cenários como o das escolas públicas que recebem o EJA, Educação de Jovens e Adultos, como é o caso da escola em que pratica a residência.