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    Pletora, por José Almeida Pereira

    No dia 13 de Janeiro, pelas 16h, na Kubikgallery, inaugura a exposição “Pletora”, de José Almeida Pereira.

     

    O artista parte, pela primeira vez, de fotografias autobiográficas realizadas com telemóvel em caminhadas espontâneas com a companheira e o cão de ambos no Gerês, no Porto e em Valongo. Propõe conjuntos de cenas que especulam sobre outras latitudes e narrativas. Adopta pontos de vista contemplativos característicos do romantismo nórdico, mas não alheios às perspectivas solitárias dos videojogos do presente. Almeida Pereira multiplica e desloca formas para criar espectros dos seus modelos, interpelando a retina do observador para disrupções ópticas. Pletora evoca a superabundância de fluxos dos elementos orgânicos da natureza, da exigência produtiva da terra, equiparando-a à catadupa de impulsos extáticos da actividade de pintar.

     

    O centro da prática de José Almeida Pereira é a pintura. Perpassando um lastro número de géneros, da paisagem à natureza morta, de cenas mitológicas a representações religiosas, Almeida Pereira compõe
    enviesamentos perceptivos de pinturas históricas. Reenquadra e introduz processos tecnológicos de filtragem, distorção, sobreposição e anamorfose, questionando a nitidez e a alta definição contemporâneas, e persistindo numa agitação inquietante da visão. É neste interstício que estabelece um amplo território de exploração da gramática táctil e gestual da pintura, onde pinceladas sintéticas e fluídas tendem para cores ácidas, luminosas e prismáticas, aplicando largas manchas que contrastam com marcas e gestos soltos, numa coreografia cristalizada que indicia outras constelações, apreendidas num segundo grau de proximidade aos quadros.

     

     

    José Almeida Pereira (Guimarães, 1979), vive e trabalha no Porto. Frequentou os estudos independentes da Maumaus (2012), fez mestrado e licenciatura na Faculdade de Belas Artes do Porto (2005, 2008). Os seus trabalhos foram apresentados em exposições como: Radiação da Sombra ((A)artes, Porto, 2022); Ball de Tornada (Galeria Lehmann+Silva, 2021); Quando a Terra voltar a brilhar verde para ti (Museu da Cidade, Porto, 2021); Ensaio para uma comunidade – Retrato de uma coleção em construção (MAAT, Lisboa, 2021); Trabalho Capital Centro de Arte Oliva, 2019); Anuário (Galeria Municipal do Porto, 2019); Do tirar polo natural (Museu Nacional de Arte Antiga, 2018); Variation portuguese (CAC, Meymac, France, 2018); Simulabor (Galeria Graça Brandão, 2017); Bufos (CCVF, Guimarães, 2017); Panorama (Q22 no Colégio das Artes, 2016); O fazer falso (Espaço AZ, Lisboa, 2015); Sub 40 (Galeria Municipal do Porto, 2014); Zeros e uns (Galeria Fernando Santos, 2011); Louro (2008, Galeria Fernando Santos). Tem obras representadas nas coleções da Fundação EDP, do Banque Privee dmond de Rothschild, Norlinda e José Lima, Fundação PLMJ entre outras.